Endividamento das famílias recua pela primeira vez no ano, aponta CNC

O percentual de famílias brasileiras que possuem algum tipo de dívida apresentou queda em setembro, interrompendo uma sequência de altas registrada desde o fim de 2025. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a parcela de famílias endividadas passou de 82% em agosto para 81,7% no mês passado.
Apesar da redução, o nível de endividamento continua elevado. O indicador vinha avançando desde dezembro de 2025, quando alcançava 80,9%. A trajetória de crescimento levou o percentual ao maior patamar do ano em abril e maio, quando 82,2% das famílias declararam possuir dívidas.
O comportamento da inadimplência, no entanto, foi diferente de acordo com a faixa de renda. Entre as famílias que recebem até três salários mínimos, houve redução no percentual de pessoas com contas ou dívidas em atraso. Na direção oposta, o indicador aumentou entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, que foram a única das quatro faixas analisadas pela pesquisa a registrar alta no período.
Para os próximos meses, a CNC projeta uma relativa estabilidade no nível de endividamento das famílias brasileiras. A expectativa da entidade é que o indicador encerre 2026 próximo de 81,5%, mantendo-se em um patamar semelhante ao observado ao longo do ano.
Por Jorge Brandão
[instagram-feed feed=1]
