Alta do diesel pressiona produtores rurais, transporte e preço dos alimentos

O aumento no preço do óleo diesel tem pressionado diferentes setores da economia brasileira, desde a produção agrícola até o transporte de mercadorias e serviços. Nos últimos dois meses, o combustível acumulou alta superior a 6%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O preço médio do litro passou de R$ 6,88 para R$ 7,31. No campo, a elevação preocupa produtores rurais porque aumenta os gastos com máquinas agrícolas, operações nas lavouras e transporte da produção. No Rio Grande do Sul, agricultores também relatam dificuldades para encontrar o combustível.
O impacto chega ao consumidor porque o diesel é utilizado no transporte de alimentos e de diversos produtos. Feirantes e comerciantes que dependem de deslocamentos rodoviários precisam lidar com despesas maiores, que podem ser repassadas aos preços de venda.
Para tentar conter os efeitos da alta, o Governo Federal adotou um subsídio de R$ 2,12 por litro para produtores e importadores de diesel. A medida, no entanto, também gera custos para os cofres públicos e pode ampliar o déficit fiscal.
O cenário brasileiro acompanha uma pressão internacional sobre o mercado de combustíveis. A redução da oferta e dos estoques, associada aos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, contribui para a elevação dos preços do petróleo e do diesel.
A dependência brasileira do transporte rodoviário também amplia os efeitos dessa alta. Com o combustível mais caro, transportadoras enfrentam despesas maiores e podem reajustar os valores dos serviços. O aumento do custo do frete acaba pressionando os preços de mercadorias e serviços em diferentes regiões do país.
Por Mirelly Rodrigues
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