Pesquisa aponta que duas em cada três mortes de bebês poderiam ser evitadas no Brasil

Um estudo realizado pelo Observatório de Saúde da Infância, que reúne pesquisadores da Fiocruz e do Centro Universitário Arthur de Sá Earp Neto (Unifase), aponta que duas em cada três mortes de bebês de até um ano, no Brasil, poderiam ser evitadas por meio de acesso à atenção básica de saúde, da amamentação e da vacinação.
Nos últimos três anos, o país registrou uma média de 22 mil mortes anuais de bebês de até um ano. De acordo com especialistas da Fiocruz, em países desenvolvidos, a taxa de mortalidade é de dois óbitos para mil nascimentos. No Brasil, esse número soma a quase 12 óbitos por mil nascimentos.
O Observatório de Saúde listou problemas que poderiam ser contidos pelo atendimento na rede básica de saúde, desde o pré-natal até diagnóstico e tratamento, como diarreia, doenças para quais já existem vacinas, pneumonia e infecções no nascimento. O cálculo de mortes evitáveis foi feito por meio do cruzamento de bases de dados e informações do governo federal. Os resultados destacam que cerca de 40% dos óbitos poderiam ser evitados com pré-natal apropriado e 15% com ações adequadas de atenção básica.
Por Juliana Santos
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