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Cinco homens são indiciados por morte de menina imprensada por carro alegórico


  • 27 de janeiro de 2023 às 18h30min

Criança foi imprensada no dia 20 de abril de 2022 entre um poste e um carro alegórico da escola de samba. (Imagem: Reprodução internet)

Concluído na quinta-feira (26), o inquérito que investigou a morte da menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, indiciou cinco pessoas por homicídio doloso. O inquérito foi realizado pela 6ª Delegacia de Polícia (Cidade Nova). No dia 20 de abril do ano passado, a criança foi imprensada entre um poste e um carro alegórico da escola de samba Em Cima da Hora, da Série Ouro do carnaval do Rio de Janeiro, na Rua Frei Caneca, na saída do Sambódromo.

Raquel morreu depois de passar por cirurgias no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio, onde estava internada. Como o quadro clínico era muito grave no momento do acidente, a menina foi transferida para a unidade depois de passar por um atendimento médico em um posto instalado no Sambódromo.

De acordo com a Secretaria de Estado de Policia Civil a investigação apurou que o cavalo mecânico e o carro alegórico da escola de samba deslocavam-se acoplados no sentido destinado à retirada do veículo da dispersão do Sambódromo. O carro chocou-se contra um poste de concreto, esmagando a vítima.

Em junho do ano passado, o laudo elaborado por peritos com a reprodução simulada sobre o acidente que provocou a morte de Raquel concluiu que houve irregularidades na retirada da alegoria do lado de fora do Sambódromo da Sapucaí. O laudo levou em consideração os exames periciais realizados no local, nos veículos, na filmagem e ainda os relativos à reprodução simulada do acidente.

Para os peritos, a falta de isolamento da área para passagem da alegoria e a circulação indevida de pessoas na rua, que é próxima ao Sambódromo, estavam entre os fatores que facilitaram a ocorrência do acidente.

Os indiciados no processo são o presidente da escola de samba Em Cima da Hora, O presidente da Liga das Escolas de Samba da Série Ouro (Liga RJ), o engenheiro técnico; o coordenador da dispersão responsável pelo acoplamento e guia do reboque; e o motorista reboquista.

Por Carla Nogueira

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