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Para evitar afundamento de porta-aviões em águas brasileiras, MPF entra na justiça


  • 1 de fevereiro de 2023 às 11h21min

Equipamento está atracado próximo ao Porto de Suape e permanência no local vem gerando polêmicas. (Foto: Reprodução)

Nessa terça-feira (31), o Ministério Público Federal entrou na justiça com uma ação para impedir que o casco do porta-aviões São Paulo afunde em águas brasileiras. No documento, o MPF pede que a Justiça Federal obrigue que a Marinha suspenda de forma imediata de “qualquer serviço voltado ao afundamento da embarcação, em alto-mar ou próximo ao litoral, sem a apresentação de estudos que comprovem a ausência de risco ambiental”.

No caso do equipamento estão nove toneladas de amianto, que tem potencial tóxico e cancerígeno. Segundo o MPF, o afundamento da embarcação estava marcado para acontecer nesta quarta-feira (01). Ainda de acordo com o Ministério, caso isso aconteça, o dano ao meio ambiente marinho pode ser irreparável, além dos riscos à saúde pública da população e as consequências sanitárias.

Em 13 de janeiro, o porta-aviões foi submetido a uma inspeção técnica. Na época, ele navegava sob reboque e estava a 20 milhas náuticas do Porto de Suape, em Pernambuco e foi verificado um novo rasgo na embarcação. Isso aumentou o nível de alagamento e a corrosão.

Quem é o porta-aviões São Paulo?

A embarcação era o maior navio de guerra do país, com capacidade de transportar até 40 aeronaves e pesando 31 mil toneladas. Possuía três lançadores duplos de mísseis em seu armamento e metralhadoras de grosso calibre. Como estava inutilizado há décadas, ele passou por um desmanche na França e o casco voltou ao Brasil e foi colocada à venda, para que passassem por um processo de reciclagem verde.

A Marinha vendeu o casco para um estaleiro turco e começou a deixar o Brasil em 4 de agosto do ano passado. Como haviam denúncias de exportação ilegal de amianto, o governo turco revogou a autorização para a entrada do porta-aviões em 26 de agosto, quando já estava próximo ao Estreito de Gilbraltar. Assim, a embarcação ficou desde setembro, recebendo ações judiciais de portos da costa brasileira, impedindo que o casco ficasse nas imediações.


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