Pequenos negócios apostam na energia solar como estratégia de redução de custos

Os pequenos e médios empreendedores do Brasil estão mais conscientes sobre seus custos e a energia solar tem se tornado uma aliada importante para eles quando o assunto é economia. Segundo dados do Sebrae, em parceria com o IBGE, a fonte de energia é usada em 14% dos pequenos negócios. Ao todo, 74% das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) implementaram o plano de controle energético como estratégia de redução de gastos.
A energia solar fotovoltaica, em exponencial crescimento no país, garante esse benefício financeiro, além de ser fonte renovável, limpa e sustentável. Em Caruaru, o empresário da Photon Solar pertencente ao Grupo Virtron, Thulyo Assunção acredita que o percentual de empresas que já aderiram à tecnologia supera o do estudo divulgado pelo Sebrae: “Na nossa região, em muitas empresas de pequeno, médio e grande porte, o uso de usinas de energia solar já é uma realidade. Recentemente, nossa empresa montou uma usina de grande porte para uma granja que por mês, só de energia solar, pagava uma fatura de aproximadamente R$ 300 mil”, revelou.
O empresário destacou ainda que o investimento para a construção da usina se paga em quatro ou cinco anos. Segundo Assunção, o uso da geração de energia fotovoltaica pode ser uma realidade para qualquer modelo de negócio, desde padarias até grandes empresas: “Os empresários têm aderido bastante. Tem sido comum entrarmos em contato com empresários que já dispõem dessa tecnologia”, finalizou.
Outro benefício para os empreendedores é a fácil manutenção dos equipamentos, que não geram gastos extras ou transtornos. A limpeza pode ser feita de uma a duas vezes no ano, pois a água da chuva é suficiente para a manutenção dos painéis. No entanto, os fatores ambientais podem influenciar na frequência da limpeza, caso a usina seja instalada em locais onde existe muita poeira, como fazendas e margens de rodovias. O monitoramento da geração pode ser feito via aplicativo, e a energia produzida que não é consumida no estabelecimento é redistribuída para a concessionária.
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