“Uma falha não reflete a personalidade dele” diz defesa do blogueiro preso pela PF

Nesta sexta-feira (28), a defesa de Jadson, blogueiro que foi preso na última terça-feira (18), suspeito por repassar notas falsas em um comércio na cidade de Bezerros, falou com a equipe da Rádio Cidade.
Eduardo Florêncio, advogado de Jadson Vasconcelos, 20 anos, disse que o jovem “cometeu uma falha que não reflete a sua personalidade” e que a situação aconteceu por um “momento de fraqueza”. De acordo com Eduardo, a defesa está avaliando o processo para tomar as melhores ações para que o blogueiro esteja em liberdade, em breve.
Relembre o caso:
No dia 23 de abril, a Polícia Federal divulgou que três pessoas, naturais de Caruaru, foram autuadas em flagrante por repasse de notas falsas em Bezerros. O caso aconteceu na última terça-feira (18).
A Polícia Militar foi acionada após a dona de um restaurante suspeitar de uma das notas que uma jovem estava tentando trocar em seu estabelecimento. Ao se dirigir até o local, a PM encontrou, em um veículo próximo, 95 notas falsas de R$ 50, valor referente a R$4.750.
A jovem é uma costureira de 20 anos e não possui antecedentes criminais. Ela estava acompanhada de um homem de 21 anos, servente de pedreiro, que já foi preso por roubo e cumpriu pena na Funase por mais de dois anos; e um segundo homem, blogueiro com mais de 250 mil seguidores do Instagram e 1,2 milhões de seguidores no YouTube, que também já foi preso, por uso de drogas.
Segundo o blogueiro, ele teria adquirido as notas falsas pela internet, por meio de um aplicativo de mensagens, e as recebeu pelos Correios, ao pagar R$ 1.000 por R$ 5.000 em notas falsas. Ele também informou que pagaria R$ 1.200 aos dois amigos, para que eles ajudassem a repassar as notas. Ainda de acordo com o blogueiro, o plano foi elaborado porque ele precisava pagar a pensão da filha e ajudar no aniversário dela.
O trio já passou por audiência de custódia, que confirmou a prisão preventiva do blogueiro. O casal foi liberado e vai responder ao processo em liberdade. Caso sejam condenados, eles poderão pegar penas de 3 a 12 anos de reclusão, além de multa.
Por Anna Galvão
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