Protestos continuam na França após morte de adolescente baleado pela polícia

(Imagem: Timothee Forget/ Reuters)
A França testemunhou mais uma noite de distúrbios e violência durante a madrugada desta quinta-feira (29), após a morte de um adolescente baleado por um policial. Os tumultos resultaram em 150 detenções, levando o presidente Emmanuel Macron a classificá-los como “injustificáveis” e uma violência contra as instituições da República. Além dos protestos ainda estão acontecendo incêndios criminosos em delegacias, escolas e prédios públicos.
O incidente ocorreu na última terça-feira (27), quando um policial atirou em Nahel, de 17 anos, durante uma operação de controle de trânsito em Nanterre, ao oeste de Paris. O adolescente se recusou a obedecer às ordens dos policiais, resultando na sua morte. Desde então, a revolta tem crescido nos subúrbios parisienses, com cerca de 2.000 agentes de segurança mobilizados para evitar novos tumultos. No entanto, a violência e os protestos também se espalharam para outras cidades como Lyon, Toulouse e Lille.
Os manifestantes incendiaram carros, ônibus, escolas e atacaram delegacias. Gritando “Nós somos Nahel“, os jovens confrontaram a polícia em diversos momentos. Durante a noite, 150 pessoas foram detidas, e o ministro do Interior, Gérald Darmanin, condenou os “atos de violência insuportáveis contra símbolos da República” e criticou aqueles que não pediram calma. Uma marcha em homenagem a Nahel, convocada pela mãe do jovem, estava programada para ocorrer em frente à prefeitura de Nanterre, próxima ao local onde o adolescente foi morto.
A situação continua tensa na França, com a sociedade e as autoridades buscando soluções para conter os distúrbios e garantir a segurança pública, ao mesmo tempo em que se procuram respostas sobre a tragédia que resultou na morte do adolescente.
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