Padre Airton e funcionários se tornam réus por crimes sexuais

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) recebeu duas denúncias de estupro e outros crimes sexuais feitas contra o padre Airton Freire e funcionários da Fundação Terra. Agora, eles passam de suspeitos para réus, e serão julgados. Existem ao menos cinco casos investigados pela Polícia Civil. Dois deles foram concluídos e passaram pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que ofereceu as denúncias.
Um dos casos que o religioso e seus funcionários respondem é o da personal stylist Silvia Tavares, que levou o caso a público em maio deste ano. Após a primeira denúncia, outras cinco pessoas foram até a polícia denunciar abusos.
De acordo com a Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Pernambuco, os processos de apuração dos crimes contra a dignidade sexual devem correr integralmente em segredo de justiça, preservando a intimidade da própria vítima. A informação está de acordo com o artigo 234-B do Código Penal.
Padre Airton está preso desde julho e internado num hospital após ter um “princípio de AVC”. A defesa do religioso emitiu nota e nega as acusações. Confira a nota na íntegra.
NOTA À IMPRENSA (7 DE AGOSTO)
A defesa do padre Airton Freire reafirma a inocência do religioso. Por isso, considera fundamental frisar os fatos importantes abaixo:
1.Existem provas técnicas e testemunhais, no âmbito dos dois inquéritos concluídos, que atestam que o Padre Airton é inocente.
2.As provas, infelizmente, não podem ser ainda relevadas pelo fato de as investigações estarem sob segredo de justiça.
3.Lamentavelmente, nem a Polícia Civil nem o MP se pronunciaram sobre a tentativa de extorsão praticada por uma das supostas vítimas contra o padre Airton.
4.A prisão preventiva do padre fere a legislação brasileira e o direito internacional pelos fatos já expostos à imprensa. O religioso, um homem doente de 67 anos, nunca tentou impedir as investigações, não coagiu testemunhas, nunca representou ameaça de cometimento de crimes e se apresentou espontaneamente à Justiça.
A defesa dos demais acusados não se pronunciou até o momento.
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