Brasil registra recorde histórico na doação de órgãos no primeiro semestre de 2023

Segundo dados recentes do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), o Brasil registrou 1,9 mil doadores efetivos de órgãos entre janeiro e junho de 2023. O número é 16% superior ao contabilizado no mesmo período de 2022 e o maior dos últimos 10 anos.
O avanço permitiu a realização de mais de 4,3 mil transplantes no primeiro semestre.
De acordo com o SNT, os órgãos mais transplantados durante o período foram rins e fígado com 2,9 mil e 1,1 mil respectivamente. Foram realizados também 206 transplantes de coração, 47 de pâncreas e rins, 37 de pulmão, 13 de pâncreas e 1 multivisceral.
Em relação aos transplantes de córneas, no primeiro semestre de 2023, foram realizados 7.810 procedimentos, 15% a mais do que no mesmo período do ano passado. Neste período também foi registrado um aumento de 30% no número de transplantes de pâncreas, 20% nos transplantes renais, 16% nos transplantes de coração e 9% nos transplantes de fígado. Para os transplantes de células-tronco hematopoéticas (médula óssea) houve realização de 1.838 procedimentos, o que representa um aumento de 6%.
A doação de órgãos é livre e deve ser muito bem alinhada entre o doador e os familiares.
No Brasil, o direito à vida está previsto na Constituição Federal de 1988 e na Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997. O texto institui a legalidade sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento, caso seja de livre vontade e autorizada pelo doador ou familiar responsável.
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