Sem acordo com o governo, servidores federais ambientais iniciam greve

(Foto: Reprodução)
Nessa segunda-feira (24) após não chegarem a um acordo, os servidores federais ambientais iniciaram uma greve depois de pelo menos seis meses de mobilização, a paralisação deve afetar, pelo menos, 21 estados e vai até o dia 1° de julho.
A greve dos servidores inicia em um momento crítico em que o Pantanal e o Cerrado batem recordes de queimadas. Porém, sem acordo com o governo federal, a categoria decidiu pela greve. Até o momento, quatro estados já pararam, dentre eles, Pernambuco.
Os servidores do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Serviço Florestal Brasileiro (SFB) reivindicam reestruturação da carreira com equiparação de salários aos da Agência Nacional de Águas (ANA).
As negociações com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) já duram seis meses, mas de acordo com a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema Nacional), a proposta do governo não foi aceita pelas entidades locais, que também não foram atendidos em nenhum dos pontos principais.
A mobilização da categoria também causou uma baixa no número de autos de infração e aplicação de multas no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento do ICMBio.
Agora, com a greve, a previsão dos servidores é de um atraso de pelo menos quatro meses para solucionar as dezenas de licenciamentos.
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