Apenas 6,3% das empresas do país tem ações para incluir PCDs em cargos de direção

As medidas para garantir Pessoas com Deficiência (PCDs) nas grandes empresas ainda não mostram tantos resultados, principalmente as voltadas para cargos de direção. O mesmo acontece com a população LGBTI+.
De acordo com dados da pesquisa “Perfil Social, Racial e de Gênero das 1.100 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas 2023-2024”, divulgada nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Ethos, pessoas com deficiência representam apenas 3,3% do total de empregados nas maiores empresas do Brasil. Esse número não é proporcional aos 8,9% de PCDs existentes na população brasileira, de acordo com o Censo de 2022, pelo IBGE.
Isso mostra que, embora 84,2% das empresas participantes estabeleçam um programa específico para a contratação de pessoas com deficiência, essas medidas ainda não estão sendo tão efetivas. Por outro lado, quando se fala desses profissionais em posições que estão no topo da hierarquia, como cargos executivos, os esforços são ainda menores: apenas 6,3% das companhias possuem ações e metas para garantir a representatividade de PCDs em cargos de direção.
O número é ainda mais alarmante para pessoas LGBTI+. Apenas 3,2% das empresas tem ações voltadas para incluí-las em posições de destaque. Isso se soma ao fato de que a maior parte das companhias que participaram da pesquisa ainda nem mensuram quantas pessoas desse grupo existem nos quadros de funcionários, cenário que representa mais um desafio para a diversidade no mercado de trabalho.
A pesquisa contou com as respostas de 131 empresas presentes na lista das 1100 maiores companhias e instituições financeiras do país, publicada pelo Valor Econômico. Foram observadas empresas com faturamento a partir de 300 milhões, sendo mais de 80% delas com faturamento acima de um bilhão, e cerca de 77% com mais de 3 mil funcionários.
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