Insulina: endocrinologista alerta para riscos da ausência do medicamento no tratamento de pacientes diabéticos

Durante entrevista ao programa Manhã Cidade, o endocrinologista André Muniz trouxe um alerta de como a falta do medicamento no país pode afetar a saúde dos pacientes diabéticos. A falta do fornecimento impacta diretamente 16 milhões de brasileiros adultos, entre 20 e 79 anos.
Conforme o endocrinologista, não existe outro medicamento que possa substituir os efeitos da insulina nos pacientes diabéticos. “Os riscos são elevados principalmente para aqueles pacientes que dependem exclusivamente da insulina pra controlar o diabetes. A medida que eles não fazem o uso dessa medicação e, não havendo outra medicação que possa substituir o efeito, a glicemia pode atingir níveis muito elevados e isso pode levar até ao coma. Há a rigorosa necessidade de manter a distribuição do medicamento”, reforça.
Confira na íntegra as notas sobre a situação da distribuição da insulina em Caruaru e sobre as medidas adotadas pelo Ministério da Saúde:
NOTA SOBRE A SITUAÇÃO EM CARUARU/PERNAMBUCO:
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informa que as insulinas disponibilizadas pela IV Regional de Saúde, do tipo NPH e Regular, são adquiridas pelo Ministério da Saúde e distribuídas às Secretarias Estaduais de Saúde, que repassam aos municípios. Os municípios efetuam a dispensação desses medicamentos aos pacientes insulinodependentes devidamente cadastrados. A SES-PE, por meio da Diretoria de Assistência Farmacêutica, informa que, no momento, as entregas realizadas pelo Ministério da Saúde ocorrem regularmente.
NOTA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE:
O mundo enfrenta uma restrição global na oferta de insulina. No Brasil, o Ministério da Saúde adotou medidas para superar essa grave ameaça. Até outubro deste ano, foram distribuídas 49,9 milhões de unidades de insulina NPH e 10,7 milhões de insulina regular (frascos e canetas) para atender à demanda de estados e municípios. Além disso, foi firmado um acordo para antecipar a entrega de 1,8 milhão de unidades de insulina até o final de dezembro, garantindo o abastecimento de insulina até 2025. Ou seja: a população tem fornecimento de insulina garantido até o final do ano que vem.
O Ministério da Saúde reafirma que o fornecimento de insulina para a população brasileira é uma constante preocupação do SUS, que buscou a todo momento encontrar alternativas para manter os estoques abastecidos.
Além disso, o Ministério da Saúde liderou uma parceria para produção local de insulina e, em tempo recorde, incorporou, hoje, as insulinas análogas – uma nova plataforma tecnológica- no SUS.
Cidadãos com indicação médica para o uso de insulina que enfrentarem dificuldades para obter o medicamento em farmácias privadas, incluindo aquelas vinculadas ao programa Farmácia Popular, devem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para atendimento.
Adicionalmente, reconhecendo o impacto da crise também na rede hospitalar, o Ministério da Saúde lidera uma ação coordenada para desenvolver uma solução centralizada que apoie estados e municípios na manutenção de estoques regulares de insulina nas unidades hospitalares.
Mais uma vez, a força do SUS se destaca ao atender à sociedade brasileira, reafirmando o compromisso com o bem-estar da população e o direito à vida.
Confira a entrevista completa no Youtube da Rádio Cidade.
[instagram-feed feed=1]
