Ibama afirma que retirada dos produtos tóxicos do rio Tocantins deve ser realizada em abril

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a retirada das bombonas de agrotóxicos que caíram no rio Tocantins, com a queda da ponte Juscelino Kubitschek, na BR-226, entre Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins, deve acontecer no fim de abril.
A retirada não ocorreu devido ao aumento no volume da vazão do rio por conta da abertura das comportas da Usina Hidrelétrica de Estreito (UHE), operada pelo Consórcio Estreito Energia (Ceste). O aumento no volume e, consequentemente na correnteza do rio Tocantins, inviabiliza a realização de mergulhos.
Dos caminhões que caíram no rio Tocantins com o colapso da ponte, dois transportavam ácido sulfúrico, totalizando 76 toneladas do produto, e um levava 22 mil litros de agrotóxicos: Carnadine, Pique 240SL e Tractor.
Os mergulhos realizados até o dia 9 de janeiro conseguiram retirar 29 bombonas com 20 litros de agrotóxicos cada. No dia seguinte, os trabalhos foram suspensos devido ao aumento de vazão de água da Usina Hidrelétrica de Estreito.
O Ibama explicou que a realização de mergulhos no local só é possível – de maneira segura e eficaz – quando a vazão do rio está em aproximadamente 1.000 m³/s. Esta vazão só é possível por ações de controle realizados pela UHE Estreito.
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