Edital de concessão da Compesa chega à fase final e pretende eliminar rodízio de água

O governo de Pernambuco está prestes a lançar o edital de concessão parcial da Compesa, projeto que deve movimentar R$ 19 bilhões em investimentos privados ao longo de 35 anos. A iniciativa visa cumprir o Marco Legal do Saneamento, que exige a universalização dos serviços de água e esgoto até 2033.
A proposta, estruturada pelo BNDES e em fase final de análise pelo TCE-PE, prevê que a produção e o tratamento da água continuem sob responsabilidade da Compesa, enquanto a distribuição e o manejo do esgoto serão transferidos à iniciativa privada. A divisão dos investimentos contempla R$ 8,2 bilhões para abastecimento e R$ 10,9 bilhões para esgotamento sanitário.
Segundo o secretário de Projetos Estratégicos do estado, Rodrigo Ribeiro, o modelo tem como objetivo eliminar o rodízio de água – problema que afeta amplamente o estado, apesar da cobertura de 87%. Já o índice de coleta de esgoto, atualmente em 34%, deve alcançar 90% em oito anos.
Além dos avanços no serviço, a concessão pode gerar economia de R$ 90 bilhões em saúde pública, evitando doenças relacionadas à água. As empresas responsáveis pela operação também deverão modernizar a infraestrutura e reduzir perdas de água, hoje em torno de 50%, para 25%.
Se aprovado, o edital será publicado ainda em julho, com leilão previsto entre setembro e outubro, na B3, em São Paulo.
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