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Entrevista

Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fala à Cidade FM sobre desafios, ações e futuro político


  • 21 de julho de 2025 às 11h13min

Bate papo aconteceu antes de uma entrevista coletiva concedida em Caruaru com a imprensa da reunião. (Foto: Reportagem Cidade FM)

Durante entrevista concedida ao programa Manhã Cidade, da Cidade FM, nesta segunda-feira (21), o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, detalhou os desafios enfrentados desde que assumiu o comando da pasta e as medidas adotadas para enfrentar a crise gerada pela operação “Sem Desconto”. Em um bate-papo realizado em uma cafeteria no bairro Maurício de Nassau, em Caruaru, Wolney também abordou temas como a fila de perícias, a possibilidade de uma nova reforma da Previdência e o cenário político de 2026.

Ao lado do jornalista Mário Flávio, o ministro afirmou que assumiu a pasta em meio à maior turbulência da pasta, logo após a deflagração da operação que investigou fraudes em descontos indevidos nos benefícios de aposentados. “Foi um grande desafio, sobretudo no início, quando precisei me apresentar à imprensa e ao setor. Hoje, conseguimos estabilizar a situação e avançar em soluções”, disse.

Uma das principais ações destacadas foi o ressarcimento aos aposentados prejudicados pelas fraudes. Segundo Wolney, o governo federal decidiu adiantar os pagamentos, mesmo antes da conclusão de processos judiciais, por meio de um crédito extraordinário de R$ 3,3 bilhões. “O presidente Lula determinou que ninguém espere. O dinheiro será devolvido aos beneficiários e o governo vai buscar na Justiça o ressarcimento de quem cometeu as fraudes”, explicou. Ainda de acordo com Queiroz, a medida foi viabilizada após um pacto nacional, com participação do STF, Ministério da Previdência, INSS, AGU, MPF, Defensoria Pública da União e OAB.

Outro ponto abordado foi a longa fila de espera para perícias médicas. O ministro reconheceu o problema, citando o exemplo de pessoas que precisam esperar meses para conseguir o benefício por incapacidade temporária. Ele destacou a ampliação do uso da perícia documental — com base apenas em laudos médicos — como forma de agilizar o processo. Também anunciou a contratação de 500 novos peritos médicos federais, que começam a atuar em 1º de agosto. A maioria será direcionada para as regiões Norte e Nordeste, onde há maior demanda.

Questionado sobre a possibilidade de uma nova reforma da Previdência, Wolney foi categórico: “Não há ambiente político para isso até 2026. Se for para fazer, que seja no início de um novo governo, com objetivo de modernizar e tornar o sistema mais justo — e não apenas cortar gastos”. Para ele, a Previdência deve ser vista como um sistema de proteção social, e não como um peso fiscal.

O ministro também comentou a centralização dos serviços do INSS em cidades-polo e a estratégia de reforçar esses centros, como Caruaru e Araripina, com mais peritos. “É impossível distribuir um por cidade. Precisamos fortalecer os polos regionais para garantir atendimento estável e contínuo”, pontuou.

Na parte final da entrevista, Wolney falou sobre a trajetória política dele, lembrando que começou como vereador mais jovem da história de Caruaru e chegou a ser o deputado federal mais jovem do Brasil. “Não imaginava ser ministro, principalmente em uma pasta tão complexa, mas encaro com seriedade a missão de entregar resultados.”

Sobre 2026, evitou cravar se será candidato, mas disse que uma eventual saída do ministério dependerá de dois fatores: o aval do presidente Lula e a vontade popular. “Se o povo de Caruaru desejar uma representação, vamos discutir. Mas, por ora, estou concentrado em cumprir minha tarefa na Previdência.”

Por fim, comentou a situação política estadual e municipal. Disse que o PDT, o partido, está mais alinhado com o PSB e, portanto, mais próximo de João Campos. Em relação à governadora Raquel Lyra, apesar das diferenças políticas, reforçou que manterá uma relação institucional. Já sobre a gestão municipal de Caruaru, afirmou que quem faz oposição é o pai dele, o ex-prefeito Zé Queiroz, e que ele, como ministro, está focado em assuntos nacionais.

Confira a entrevista completa no nosso canal no Youtube:


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