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Golpe

Nordeste registra explosão de tentativas de fraude digital e responde por um quinto dos casos no país


  • 4 de setembro de 2025 às 11h15min

Com mais de 248 mil ocorrências em maio, região teve alta de 56% em relação a 2024; bancos seguem como principais alvos dos golpistas. (Foto: Reprodução)

A região Nordeste foi responsável por 20,4% das tentativas de fraude registradas no Brasil em maio de 2025, segundo levantamento da Serasa Experian. Ao todo, foram 248.851 ocorrências, o que representa um crescimento de 56,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A taxa regional chegou a 4.314 tentativas por milhão de habitantes, evidenciando o avanço das ações criminosas em ambientes digitais.

Entre os estados nordestinos, a Bahia concentrou o maior número de tentativas (65.018), seguida pelo Ceará (45.643) e Pernambuco (42.589). O Rio Grande do Norte apresentou a maior taxa proporcional da região, com 5.208 fraudes por milhão de habitantes. Já o Maranhão teve o maior salto anual, com aumento de 64,3%. Piauí e Sergipe também registraram altas expressivas, com crescimento de 59% e 55%, respectivamente.

Em todo o país, foram contabilizadas 1.222.550 tentativas de fraude em maio, o segundo maior pico do ano. O número equivale a uma tentativa a cada 2,2 segundos e eleva o total acumulado de 2025 para mais de 5,79 milhões de ocorrências.

Mais da metade das tentativas (54,5%) teve como foco instituições bancárias e emissores de cartões, devido ao alto potencial de ganho financeiro. Outros setores também foram afetados: serviços (30,9%), financeiras (7%), telefonia (5,7%) e varejo (1,9%). A diversificação dos alvos mostra que os fraudadores estão adaptando suas abordagens ao comportamento dos consumidores e explorando vulnerabilidades em diferentes modelos de negócio.

O relatório aponta que 49,9% das fraudes foram identificadas por inconsistências cadastrais, como alterações sutis em dados reais. Outros 40,2% foram barrados por tecnologias de biometria e análise documental, enquanto 9,9% foram detectados por padrões suspeitos de uso em dispositivos. Para Rocha, o cenário exige soluções de autenticação cada vez mais sofisticadas e integradas, capazes de proteger o usuário sem comprometer a experiência digital.


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