PM acusado de estupro é ouvido novamente; vítima não fará reconhecimento presencial

O subtenente Luciano Valério de Moura, da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), foi interrogado novamente nessa sexta-feira (17) no Centro de Reeducação da corporação, após ser preso por suspeita de estupro contra uma mulher de 48 anos. Segundo a advogada da vítima, não haverá procedimento de reconhecimento presencial, já que o suspeito foi identificado por meio de fotografias durante o registro da ocorrência.
O caso teria ocorrido na noite de 10 de outubro, durante uma blitz no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. A mulher, que estava acompanhada de uma amiga e das duas filhas, foi abordada por três policiais. Após a verificação dos documentos, o subtenente teria alegado irregularidades no licenciamento do veículo e solicitado que ela o acompanhasse até uma área interna do posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv).
No local, segundo o relato da vítima, o agente teria apagado as luzes e a forçado a praticar sexo oral. As roupas usadas na ocasião foram recolhidas para análise, e o laudo da perícia está previsto para ser concluído na próxima semana.
Defesa nega acusação
Em depoimento, o policial negou qualquer envolvimento com a mulher e afirmou que não houve contato físico. Disse que tentou aplicar a multa, mas não conseguiu acessar o sistema por falta de celular funcional. Segundo ele, a vítima teria se mostrado nervosa e pedido água, sendo levada até a recepção do posto. O subtenente alegou que ela agradeceu pela compreensão e chegou a oferecer um contato pessoal.
O advogado Teófilo Barbalho, que representa o militar, reforçou que o cliente está colaborando com as investigações, inclusive entregando o celular à polícia e se dispondo a fornecer material genético. “Ele quer provar que é inocente”, declarou. Barbalho também destacou que o local do suposto crime possui paredes de vidro e seria visível para outros agentes, o que, segundo ele, torna a acusação “inconsistente”.
O subtenente está na corporação desde 1999, não possui registros disciplinares. A investigação segue em curso.
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