Praias de Paulista e Olinda são consideradas impróprias para banho, segundo CPRH

Nenhuma das praias avaliadas em Paulista e Olinda, na Região Metropolitana do Recife, foi considerada segura para banho, de acordo com o boletim mais recente da Companhia Pernambucana do Meio Ambiente (CPRH). O relatório, válido até a próxima quinta-feira (30), revela que todas as sete áreas analisadas nos dois municípios foram classificadas como impróprias para recreação aquática.
Em Paulista, foram coletadas amostras nas praias de Maria Farinha, em frente ao Cabanga Iate Clube, e em dois trechos da Praia do Janga. Já em Olinda, a análise contemplou as praias de Rio Doce, Bairro Novo, Carmo e Milagres. Nenhuma delas atingiu os critérios mínimos estabelecidos pela Resolução nº 274/00 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que regula os padrões de qualidade da água para balneabilidade.
A classificação é feita com base na presença de coliformes termotolerantes, bactérias que indicam contaminação fecal. Para que uma praia seja considerada própria, ao menos 80% das amostras coletadas em cinco semanas consecutivas — ou em cinco coletas com intervalo mínimo de 24 horas — devem apresentar até 1.000 coliformes por 100 mL de água. Acima desse limite, ou com mais de 2.500 coliformes na última amostragem, a área é considerada imprópria.
As coletas foram realizadas no dia 20 de outubro, em pontos com um metro de profundidade, onde há maior concentração de banhistas. A CPRH reforça que o monitoramento é feito semanalmente e serve como alerta para a população sobre os riscos à saúde em áreas de lazer à beira-mar.
[instagram-feed feed=1]
