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Saúde

Dois terços dos suplementos apresentam irregularidades, aponta Anvisa


  • 30 de novembro de 2025 às 16h04min

Produtos são vendidos com ingredientes proibidos, doses acima do permitido e sem testes de segurança. (Foto: Reprodução)

Um levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revelou que 65% dos suplementos alimentares avaliados até julho de 2025 apresentaram algum tipo de irregularidade. As falhas incluem uso de substâncias proibidas, excesso de dosagem, ausência de estudos de estabilidade e falta de testes de pureza, etapas essenciais para garantir a segurança do consumidor.

O resultado expõe fragilidades no controle sanitário de um mercado que cresce rapidamente e movimenta bilhões de reais, impulsionado por promessas de emagrecimento, aumento de desempenho físico e bem-estar. Apesar disso, a Anvisa prorrogou até 2026 o prazo para que as empresas se adequem às normas de qualidade e segurança, inicialmente previstas para este ano.

Especialistas alertam que o consumo indiscriminado desses produtos, somado à baixa fiscalização, pode causar danos hepáticos, cardiovasculares, renais e hormonais.

Nos últimos dez anos, o consumo de suplementos no Brasil aumentou quase 300%, segundo dados da indústria. Entre 2020 e 2025, 63% das investigações abertas pela Anvisa em alimentos estavam relacionadas a suplementos — o maior índice entre todas as categorias reguladas.

As irregularidades vão desde rótulos com alegações terapêuticas falsas até casos de marcas interditadas por conter substâncias não declaradas, como ocorreu recentemente com Insuzin e Prostnar.

A agência reforça que muitos suplementos são tratados como alimentos, mas possuem características que os aproximam de medicamentos, criando uma “zona cinzenta” que confunde consumidores e aumenta os riscos à saúde.


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