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Pernambuco registra aumento de mortes e queda em casamentos em 2024


  • 11 de dezembro de 2025 às 08h01min

Dados do IBGE revelam envelhecimento da população, redução de nascimentos e mudanças nos padrões familiares. (Foto: Reprodução)

O estado de Pernambuco registrou mais de 69 mil mortes em 2024, um crescimento de 3,4% em relação ao ano anterior. O levantamento faz parte das Estatísticas do Registro Civil, divulgadas nessa quarta-feira (10) pelo IBGE. O maior avanço proporcional ocorreu nas mortes por causas ignoradas, que subiram 30,6%, totalizando 2.430 registros.

Entre os sexos, os homens continuam liderando os índices de mortalidade: no geral, morreram 17% mais homens que mulheres. Quando se trata de mortes por causas não naturais, a diferença é ainda mais expressiva, chegando a cerca de 600% em relação ao público feminino.

O estudo também mostra que 68% das mortes ocorreram entre idosos, com destaque para pessoas acima de 85 anos, que representaram 19,1% das mortes. Em contrapartida, 2,7% dos registros foram de crianças com menos de um ano de idade.

Outro dado relevante é a redução no número de nascimentos, tendência observada desde o período pós-pandemia. Apesar da queda, os homens seguem superando as mulheres em quantidade de nascidos vivos.

No campo das uniões, os casamentos continuam em declínio: em 2021 foram 43.742 registros, enquanto em 2024 o número caiu para 38.939, uma redução de 11%. Novembro e dezembro seguem como os meses preferidos para oficializar matrimônios.

Já os divórcios somaram 14.374 casos em 2024, número menor que o de 2023, mas superior ao de 2022. A maioria das separações ocorreu entre casais com filhos (68,3%), sendo quase metade deles com apenas um filho. O tempo médio de duração dos casamentos que terminaram em divórcio foi de 10,3 anos, com maior concentração de dissoluções após cinco anos de união.

Quanto à guarda dos filhos, o levantamento aponta que a responsabilidade exclusiva para os homens é rara e vem diminuindo desde 2022. Cresce, por outro lado, a concessão da guarda compartilhada, embora a predominância ainda seja da guarda atribuída apenas às mulheres.


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