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Meio Ambiente

A 100 dias da COP30, só 10% dos países entregaram novas metas climáticas


  • 2 de agosto de 2025 às 11h55min

Entre os maiores emissores de CO₂, apenas cinco apresentaram compromissos atualizados; atraso coletivo preocupa negociadores e especialistas. (Foto: Reprodução)

Faltam exatos 100 dias para o início da COP30, marcada para 10 de novembro em Belém (PA), e uma das principais expectativas da conferência avança em ritmo lento: a entrega das novas metas climáticas nacionais, conhecidas como NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas). Até o fim de julho, apenas 25 países haviam apresentado suas propostas à ONU, número que representa pouco mais de 10% dos signatários do Acordo de Paris.

A rodada atual, chamada de NDCs 3.0, é considerada por especialistas a última chance real de limitar o aquecimento global a 1,5 °C. Segundo o cronograma oficial da ONU, os países deveriam ter apresentado suas metas até 10 de fevereiro, mas o prazo precisou ser prorrogado até setembro diante do atraso generalizado.

O cenário é ainda mais crítico entre os maiores poluidores: dos 20 países que mais emitem gases de efeito estufa, apenas cinco entregaram novos planos, e nem todos têm mecanismos concretos para serem implementados. Atualmente, as nações que seguem em falta com suas NDCs representam cerca de 83% das emissões globais e quase 80% da economia mundial.

Enquanto isso, Belém se prepara para receber mais de 50 mil pessoas no coração da Amazônia, com a promessa de se transformar em uma vitrine de soluções sustentáveis. Mas, nos bastidores, o clima entre ambientalistas, negociadores e organizações da sociedade civil é de preocupação crescente.

Além das metas climáticas, temas centrais como financiamento climático, transição energética e justiça climática para países mais vulneráveis seguem sem consenso.

Embora haja avanços concretos, como a expansão das energias renováveis, investimentos em bioeconomia e ações locais de adaptação ao clima, a percepção geral é de que a política internacional não acompanha a urgência da crise climática. Para os especialistas, os compromissos assumidos até agora estão muito aquém da gravidade dos eventos extremos que já impactam vidas, economias e ecossistemas em todo o planeta.


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