Ações da Guarda Municipal para proteger mulheres vítimas de violência crescem, mas cobertura ainda é limitada

O número de intervenções da Guarda Municipal para garantir o cumprimento de medidas protetivas e afastar agressores de mulheres vítimas de violência doméstica cresceu significativamente no Brasil. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que, entre 2020 e 2024, houve um salto de 130% nos atendimentos, passando de 29.676 para 68.259 casos. O número de mulheres atendidas também teve alta expressiva: subiu 228%, de 11.926 para 39.151.
Apesar do avanço, o país ainda enfrenta um cenário preocupante. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quase 1.500 mulheres foram assassinadas em 2024, evidenciando que o combate à violência de gênero ainda exige ações mais amplas e estruturadas. A presença de unidades especializadas de atendimento às vítimas é limitada: menos da metade dos municípios das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste oferecem esse tipo de serviço. No Norte e Nordeste, a situação é ainda mais crítica, com menos de 20% das cidades contando com estruturas dedicadas.
Mesmo diante das dificuldades, algumas iniciativas têm se destacado. Em Campinas, interior de São Paulo, mulheres em situação de risco podem acionar a Guarda Municipal por meio de um aplicativo de celular. Ao pressionar um botão de emergência, o alerta é enviado diretamente à central de comunicação, agilizando o socorro.
[instagram-feed feed=1]
