Advogado é suspeito de chamar mulher negra de “macaca” no pátio de eventos de Caruaru

Uma mulher negra – que não teve o nome divulgado – foi vítima de racismo na madrugada do último sábado (10) no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, em Caruaru. O suspeito de ter cometido o crime é um advogado e professor, de 37 anos, com atuação no município – ele também não teve o nome informado. A vítima, que é moradora do Recife e acompanhava os festejos juninos acusa o homem de ter esbarrado nela e a chamado de “macaca”, por diversas vezes. O caso aconteceu por volta da 0h39.
Vídeos registrados por pessoas que teriam presenciado o caso circularam rapidamente nas redes sociais com imagens do que seria o suposto agressor. Após a violência racial sofrida, a vítima e outras testemunhas registraram a ocorrência na Polícia Civil no Centro de Operações Integradas (COI) que funciona no Espaço Cultural Tancredo Neves. O homem foi autuado em flagrante.
A produção da Rádio Cidade buscou contato com a vítima, mas não obteve retorno. O advogado e professor, acusado pelo crime, também foi procurado para dar sua versão sobre o ocorrido, mas não respondeu às sucessivas tentativas de contato.
O Conselho Municipal de Promoção de Políticas para Igualdade Étnico-Racial divulgou por meio de nota que repudia todo e qualquer ato de violação aos Direitos Humanos principalmente no que diz respeito à Igualdade Étnico-Racial, na cidade de Caruaru, dentro ou fora dos festejos juninos. A nota finaliza que espera-se pronunciamento das autoridades competentes para que o caso seja concluído com a efetiva aplicação dos direitos humanos e justiça.
De acordo com a Polícia Civil, uma portaria foi assinada dando início ao inquérito policial para apurar a suposta prática de injúria racial, cuja a pena é de 2 a 5 anos.
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