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Saúde

Anvisa publica nota reforçando que “Pílula do Câncer” não tem autorização para uso ou eficácia contra a doença


  • 24 de julho de 2024 às 10h00min

A fosfoetanolamina não tem registro na Anvisa e não pode ser comercializada no Brasil como medicamento, reforça comunicado.
(Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou nesta quarta-feira (24), que Diante de propagandas enganosas em redes sociais que indicam o uso da fosfoetanolamina sintética para o tratamento do câncer, a agência publicou nota afirmando que o medicamento, chamado de “pílula do câncer” não tem autorização e nem eficácia contra a doença.

A fosfoetanolamina não tem registro na Anvisa e não pode ser comercializada no Brasil como medicamento, reforça comunicado da reguladora. Embora a substância não seja proibida, sua comercialização só pode ocorrer com a devida aprovação da Anvisa, conforme exigido pela legislação brasileira e pelos padrões internacionais, disse a Anvisa em comunicado oficial.

A “pílula do câncer” ganhou repercussão nacional no país em 2015. Na época, ela já era alvo de pesquisas do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), há 18 anos. O órgão fazia sua distribuição de forma gratuita, mesmo sem o registro da Anvisa.

Em 2014, a droga parou de ser entregue aos pacientes depois de uma portaria da USP determinar que substâncias experimentais deveriam ter todos os registros antes de serem liberadas à população.

 Sem a licença, pacientes passaram a conseguir a liberação na Justiça, por meio de liminares.

O estudo com a fosfoetanolamina foi suspenso pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Faculdade de Medicina da USP, em 2017.

Até a suspensão, das 72 pessoas tratadas com a droga, de 10 diferentes grupos de tumores, apenas um paciente do grupo de melanoma apresentou resposta ao tratamento.

Os testes em humanos da pesquisa foram iniciados em agosto de 2016, com dez pacientes. Nele se verificou os efeitos colaterais graves da substância. No mesmo ano, a então presidente Dilma Rousseff sancionou um projeto de lei autorizando pacientes com câncer a usarem a fosfoetanolamina.

A decisão, contudo, foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que a ausência de testes sobre a substância colocava em risco a vida dos pacientes.


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