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Saúde

Anvisa reforça alerta sobre riscos do uso de formol em alisamentos capilares


  • 8 de julho de 2025 às 09h51min

Substância é proibida como agente alisante e pode causar danos graves à saúde e aos cabelos. (Foto: Reprodução/ Pixabay)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um novo alerta nessa segunda-feira (07) sobre os perigos do uso de produtos capilares que contenham formol ou ácido glioxílico como agentes alisantes. O informe de segurança destaca que essas substâncias, quando utilizadas de forma irregular, podem provocar desde irritações na pele até problemas respiratórios e danos permanentes à estrutura dos fios.

De acordo com a Anvisa, o formol é autorizado em cosméticos apenas como conservante, em concentrações de até 0,2%, e como endurecedor de unhas, até o limite de 5%. Seu uso como alisante, no entanto, é proibido no Brasil devido aos riscos à saúde. O ácido glioxílico, também vetado para essa finalidade, pode liberar gases tóxicos quando aquecido, tornando-se ainda mais perigoso em procedimentos combinados, como descoloração.

O documento da agência traz orientações tanto para consumidores quanto para profissionais da área de beleza. Entre as recomendações estão:

  • Verificar se o produto é registrado na Anvisa;
  • Evitar o uso de cosméticos sem rótulo ou com promessas milagrosas;
  • Seguir corretamente as instruções de uso;
  • Suspender o uso em caso de sintomas como coceira, ardência ou dificuldade para respirar.

Aos profissionais, a Anvisa orienta que utilizem apenas produtos regularizados, recusem o uso de substâncias proibidas mesmo sob solicitação do cliente, adotem equipamentos de proteção individual e mantenham os ambientes bem ventilados.

A agência também reforça que a adição de formol a cosméticos é considerada uma infração sanitária grave e pode configurar crime hediondo, conforme o artigo 273 do Código Penal.

Por fim, a Anvisa destaca a importância do monitoramento contínuo dos produtos cosméticos disponíveis no mercado como forma de garantir a segurança dos consumidores e prevenir riscos à saúde pública.


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