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Saúde

Após três anos sem mortes, Brasil registra morte por coqueluche


  • 27 de julho de 2024 às 11h18min

Em 2024, o país tem enfrentado uma alta no número de casos. (Foto: Reprodução)

Foi confirmada, pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná, uma morte por coqueluche em Londrina.

Segundo comunicado, a vítima era um bebê com seis meses. Esta é a primeira morte registrada após três anos sem óbitos pela doença no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

Antes disso, o País registrou uma morte por coqueluche em 2020 e 12 óbitos pela doença em 2019.

Em 2024, o país tem enfrentado uma alta no número de casos, especialmente nos Estados de São Paulo (194 casos), Paraná (36 casos) e Minas Gerais (35 casos).

A infecção nunca foi erradicada e, em momentos de maior vulnerabilidade da população, ela reaparece. O último surto no Brasil foi em 2014, quando o País registrou 8 614 casos.

Causada pela bactéria Bordetella Pertussis e conhecida também como tosse comprida, a coqueluche é uma infecção respiratória que, na primeira fase da doença, tem sintomas muito semelhantes aos da gripe, o que dificulta o diagnóstico logo de início.

Ela é transmitida pelo contato com secreções de uma pessoa contaminada, seja em objetos infectados ou por gotículas disseminadas na fala e na tosse.

Nesse cenário, há grupos que estão mais vulneráveis a manifestações graves, especialmente bebês com até seis meses. Se forem contaminados pela bactéria da coqueluche, eles podem apresentar complicações como desidratação, pneumonia, convulsões e lesão cerebral.

Por isso, são os mais afetados quando se olha para a mortalidade da doença.

Vale lembrar que a coqueluche é uma infecção prevenível por meio da vacinação, feita com o imunizante pentavalente, com aplicação gratuita pelo SUS aos 2, 4 e 6 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses.

Além da pentavalente, a vacina tríplice bacteriana acelular (dTpa) também garante proteção contra a coqueluche e é aplicada gratuitamente em profissionais de saúde e gestantes a partir da 20ª semana de gravidez.

A imunidade adquirida pela vacina não é permanente. Segundo o Ministério da Saúde, após 5 a 10 anos da última dose, a proteção pode ser pouca ou inexistente.

Em pessoas que já foram infectadas pela bactéria da coqueluche, acontece o mesmo.

Além da vacinação, outras formas de evitar a transmissão da coqueluche incluem o uso de máscaras frente ao aparecimento de qualquer sintoma respiratório e a busca por atendimento médico caso a tosse persistir por mais de dez dias para início do tratamento.


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