Argentina condena a prisão perpétua 10 pessoas envolvidas na ditadura militar de 1976

O tribunal federal de San Martín, em Buenos Aires, condenou, depois de quatro anos de julgamento, o ex-comandante Santiago Omar Riveros e outros nove ex-militares réus à prisão perpétua. Os crimes foram cometidos contra a humanidade no complexo militar Campo de Mayo durante a última ditadura da Argentina, entre 1976 e 1983.
O ex-comandante dos Institutos Militares Santiago Omar Riveros, de 98 anos, tinha sob controle todas as ações criminosas cometidas dentro do Campo de Mayo. Ele também foi condenado pela existência de “voos da morte” que partiam do complexo militar com detentos que foram lançados da aeronave vivos ao Rio da Prata.
No julgamento foram registradas ao menos 323 vítimas de privação ilegal de liberdade e imposição de tortura, depois de ouvir mais de 700 testemunhas, que expuseram a rotina e o funcionamento repressivo do campo militar. Segundo o jornal El País, organizações de direitos humanos argentina estimam que pelo menos 4 mil pessoas foram detidas no Campo de Mayo, dos quais menos de 1% sobreviveu.
Por Gabriel Pedroza
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