Associações usavam funerária para lavar dinheiro do INSS, aponta investigação da PF

A Polícia Federal identificou que organizações estavam utilizando uma funerária em Fortaleza, no Ceará, para realizar lavagem de dinheiro a partir de descontos não autorizados de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras indicam que a Global Planos Funerários recebeu R$ 34 milhões da Caixa de Assistência aos Aposentados e Pensionistas (CAAP) e mais de R$ 2 milhões da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (AAPEN) para simular mortes de idosos entre 2023 e 2024.
A investigação revela que os valores transferidos seriam suficientes para cobrir quase nove mil sepultamentos, resultando em uma média de 19 mortes simuladas por dia. A justiça impediu o acesso a cerca de R$ 350 milhões pertencentes a ambas as associações. Um ponto que aumenta as suspeitas é o fato de que nenhuma das associações oferecia planos funerários. Além disso, o proprietário da Global Planos Funerários já ocupou o cargo de presidente da CAAP.
[instagram-feed feed=1]
