Azulão se despede dos palcos com show que reuniu os maiores sucessos da carreira

Assim que os portões abriram, o casal Carmem e Edilson Azevedo tratou logo de garantir um bom lugar em frente do palco para não perder nada da despedida do pequeno grande, Azulão. Edilson Azevedo conta que desde muito pequeno acompanha o cantor, que traz lembranças da avó.

“Acompanho as músicas desde a minha infância. Eu estou com 57 anos, mas quando eu tive noção do tempo, com uns 10 anos de idade, já via minha vó ouvindo Azulão. E eu acompanho até hoje. Minha música preferida é Dona Teresa”, afirmou.
Na plateia, também estavam fãs ilustres, como o cantor e compositor Marcelo Jeneci. O artista fez questão de falar da importância de Azulão para a música. “Já estou feliz de estar aqui e ainda mais no show de Azulão, que vai ser pra sempre Azulão. Não é bem uma despedida, é mais uma afirmação da obra dele, do quanto ele materializou boa parte da música”, destacou.

Pouco depois das 20h, Azulão e Azulinho, pai e filho, se dirigiram ao palco principal, a apoteose do São João de Caruaru, espaço perfeito para encerrar uma carreira brilhante. A primeira música já falava da cidade que criou Azulão e o acolheu do início ao fim da trajetória na música, a canção “Caruaru do passado”.

Pátio de Eventos Luiz Gonzaga lotado como era obrigação de estar. Em retribuição, um repertório repleto de grandes sucessos do artista. Entre as canções que fizeram parte da noite estão “Dona Teresa”, “Afogando minha dor” e “Tropé de Cavalo”. A noite ainda cantou com uma participação, mais que especial, a do neto de Azulão, Alexandre Filho.
A idade fez Azulão esquecer alguns trechos das músicas, mas o filho Azulinho parceiro de vida e de palcos estava lá pra ajudar. Após o show, conversando com a imprensa, Azulão era só felicidades com a sensação de dever cumprido. “É uma emoção muito grande de estar nesse palco, com todos os meus conterrâneos e conterrâneas, todo mundo gosta do baixinho aqui”, comemorou.

Azulinho agora segue a carreira solo de forma definitiva, mas sempre com os ensinamentos do pai, o mestre Azulão. “Vou dar continuidade ao trabalho de Azulão e é uma responsabilidade muito grande pra mim. Pra mim é um orgulho e vou honrar ele, enquanto estiver vivo e fôlego para cantar”, pontuou.
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