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Bets teriam sido usadas para lavar R$ 5,2 milhões do jogo do bicho, diz MP


  • 3 de setembro de 2026 às 16h15min

Para os investigadores, as empresas teriam sido utilizadas como parte da estrutura financeira empregada para dar aparência legal a recursos de origem ilícita. (Foto: reprodução)

Um esquema que teria utilizado empresas de apostas esportivas online para ocultar dinheiro proveniente do jogo do bicho levou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) a denunciar oito pessoas à Justiça. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado e dissimulado ilegalmente pelo menos R$ 5,2 milhões.

A apuração foi conduzida pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Como parte da investigação, a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis localizados na Barra da Tijuca, Freguesia, Botafogo e no centro do Rio de Janeiro. As medidas também foram realizadas nos estados do Paraná e de Goiás, com apoio dos respectivos ministérios públicos.

Além das buscas, a Justiça determinou, a pedido do MPRJ, a suspensão das atividades e dos cadastros nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações.

Para os investigadores, as empresas teriam sido utilizadas como parte da estrutura financeira empregada para dar aparência legal a recursos de origem ilícita. O objetivo seria dificultar a identificação da procedência do dinheiro e ocultar sua movimentação.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público foi recebida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro. Com isso, os denunciados passam a responder à ação penal na Justiça, que deverá analisar as acusações e as provas apresentadas pelo órgão.

Por Jorge Brandão 

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