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Saúde

Brasil deve registrar mais de 73 mil novos casos de câncer de mama em 2025, aponta Inca


  • 19 de outubro de 2025 às 16h50min

Relatório divulgado no Outubro Rosa destaca desafios no rastreamento e alerta para desigualdade regional no acesso ao diagnóstico e tratamento. (Foto: Reprodução)

Durante o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou a publicação Controle de Câncer de Mama no Brasil: Dados e Números 2025, trazendo um panorama atualizado sobre a doença no país. A estimativa para este ano é de 73.610 novos casos, consolidando o câncer de mama como o tipo que mais mata mulheres no Brasil.

Em 2023, foram registradas mais de 20 mil mortes pela doença. O relatório aponta que, entre 2020 e 2023, houve queda na mortalidade entre mulheres de 40 a 49 anos, mas o índice aumentou entre aquelas com 80 anos ou mais. A faixa etária com maior número de óbitos está entre 50 e 69 anos.

A região Sudeste concentra o maior número de diagnósticos, enquanto Santa Catarina lidera em taxa de incidência entre os estados. Já as maiores taxas de mortalidade estão em Roraima, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Segundo Renata Maciel, chefe da Divisão de Detecção Precoce do Inca, o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento tem melhorado nos últimos três anos, com destaque para a Região Sul, onde a maioria dos casos começa a ser tratado em até 60 dias.

Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta dificuldades na cobertura do rastreamento mamográfico. “Nosso objetivo é alcançar 70% de cobertura, mas hoje temos estados do Norte com apenas 5,3% e o Espírito Santo com 33%”, afirmou Renata. Ela defende a ampliação do rastreamento organizado, com mamografias a cada dois anos para mulheres na faixa etária recomendada.

O diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto, reforçou que o diagnóstico precoce é prioridade no programa Agora Tem Especialista, lançado pelo governo federal. “Estamos focados em reduzir a fila de espera. No câncer, tempo é vida. Já incorporamos novos medicamentos para ampliar o acesso ao tratamento”, declarou.

O relatório do Inca serve como ferramenta estratégica para profissionais de saúde e gestores públicos, reforçando a importância de políticas eficazes para prevenção, diagnóstico e cuidado com as mulheres em todas as regiões do país.


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