Brasileirão feminino terá terceira divisão em 2022

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta terça-feira (18), a criação de uma terceira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino para 2022, que receberá o nome de Série A3. Com a mudança, o número de clubes em torneios nacionais adultos passará de 52 para 64.

A Série A3 terá 32 participantes, sendo os 27 campeões estaduais, os quatro clubes mais bem colocados no ranking nacional masculino da CBF e uma equipe oriunda do estado melhor posicionado entre as federações de futebol feminino do país. O torneio será realizado em formato mata-mata, com jogos de ida e volta. Os quatro semifinalistas garantem acesso à Série A2 do ano seguinte.
Os campeões estaduais que já figurem nas Séries A1 (primeira divisão) ou A2 serão substituídos pelos times que ficarem imediatamente atrás deles nos respectivos torneios. Caso alguma das equipes classificadas pelo ranking masculino da CBF desista da Série A3 ou esteja nas divisões superiores, ela dará lugar à agremiação que aparecer na sequência da lista.
Outra novidade para 2022, anunciada em fevereiro, é a Supercopa do Brasil de Futebol Feminino, que reunirá oito equipes que estejam entre as 12 mais bem colocadas da Série A1 e as quatro melhores da Série A2. A previsão é que o torneio, em formato mata-mata, ocorra entre fevereiro e março e abra a temporada.
Com o surgimento da terceira divisão, a Série A2 também sofrerá mudanças. Atualmente com 36 clubes, o torneio terá apenas 16 participantes, como ocorre na Série A1. As equipes serão divididas em quatro grupos com quatro integrantes, que se enfrentam em dois turnos. Os dois melhores de cada chave avançam para o mata-mata, que terá partidas de ida e volta. Quatro agremiações serão rebaixadas à Série A3.
A Série A1 segue com os 16 participantes se enfrentando em turno único na primeira fase e as oito melhores campanhas avançando às oitavas de final. A diferença a partir de 2022 é que os dois últimos colocados, não mais os quatro, serão rebaixados à Série A2.
Por Lucas Medeiros
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