Cerca de 5 mil mulheres já entregaram voluntariamente seus filhos para adoção, segundo CNJ

(Foto: Reprodução)
Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mais de cinco mil mulheres no Brasil já exerceram o direito de entregar voluntariamente seus filhos para adoção. Ainda segundo o conselho, esse ato, muitas vezes incompreendido, é considerado um gesto de amor e não de abandono, preservando a dignidade tanto da mãe quanto da criança.
As mulheres que decidem entregar seus bebês podem procurar postos de saúde, hospitais, maternidades, conselhos tutelares ou diretamente o fórum da cidade. O direito ao sigilo é garantido. Após a audiência de consentimento, elas têm dez dias para se arrepender. Durante esse período, o recém-nascido é encaminhado a uma família acolhedora ou a um abrigo, e só depois entra na fila de adoção.
As gestantes ou mulheres que acabaram de dar à luz têm o direito de entregar voluntariamente seus filhos para adoção. No entanto, foi a partir de 2017 que a lei passou a garantir atendimento jurídico e psicológico, permitindo que essas mulheres tomem uma decisão livre e sem constrangimento.
Entre 2020 e 2023, mais de cinco mil recém-nascidos foram entregues voluntariamente para adoção no Brasil, de acordo com o CNJ. Desse total, quase mil casos ocorreram no estado de São Paulo
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