Chácara avaliada em R$ 2 mi causou morte de família no Distrito Federal

Nesta sexta-feira (27) a Polícia Civil do Distrito Federal realizou uma entrevista coletiva para dar detalhes do caso da chacina de uma família. Segundo o delegado responsável pelo caso, Ricardo Viana, a morte das dez pessoa da família da cabeleireira Elizamar da Silva, foi causada pela disputa de uma chácara avaliada em R$ 2 milhões onde moravam dois dos suspeitos de cometer o crime.
Ainda de acordo com a PCDF, no terreno, Marcos Antônio Lopes de Oliveira, Renata Juliene Belchior e Gabriela Belchior, sogro, sogra e cunhada de Elizamar, respectivamente, moravam. A convite de Marco, Gideon Batista de Menezes e Horácio Carlos Ferreira Barbosa, suspeitos pelo crime, também residiam.
O grupo que está preso queria a chácara e R$ 200 mil que a ex-mulher de Marcos, Cláudia Regina Marques de Oliveira tinha, após a venda de uma casa. De acordo com a polícia, o crime começou a ser executado em 28 de dezembro de 2022. Parentes de Elizamar foram mantidos em cárcere privado e obrigados a passar dados pessoais sobre bancos e cartões de crédito para criminosos.
A polícia também revelou que Marcos teria conseguido a chácara após assumir uma dívida trabalhista do local, mas a atual proprietária tentava tirar ele do local. O adolescente envolvido no crime, foi chamado para participar de parte do crime, quando os sogros da cabeleireira foram sequestrados. Mas desistiu de participar devido a crueldade do crime.
A ex-mulher de Marcos, a filha dela foram sequestradas depois e na sequência Thiago, marido de Elizamar, a própria Elizamar e os três filhos foram atraídos. Todos foram mortos em momentos diferentes, ao longo dos dias que ficaram em cárcere.
Os envolvidos devem responder por pelo menos seis crimes diferentes e somadas as penas, eles podem pegar reclusão entre 190 e 340 anos.
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