Chances de feminicídio crescem em mulheres grávidas e com filhos pequenos

De acordo com dados do Formulário Nacional de Avaliação de Risco desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Conselho Nacional do Ministério Público, a gravidez e o nascimento dos filhos são fatores que agravam o risco de feminicídio para mulheres que vivem em situações de violência doméstica. Especialistas afirmam que a gravidez, o período pós-parto e os 18 primeiros meses após o nascimento da criança, dividem a atenção da mulher e a torna mais vulnerável física e emocionalmente.
Utilizado desde 2020, o formulário Nacional de Avaliação de Risco é dividido inicialmente em histórico de violência, perfil do agressor e perfil da vítima. Queimaduras e estrangulamento, além de ameaças feitas com armas brancas, são consideradas agressões graves. A prática de relações sexuais forçadas, contra a vontade da mulher e acompanhada de ameaças, é outra circunstância que demonstra um controle excessivo.
Outros indicadores que levam ao feminicídio são perseguições em locais públicos, ligações 24 horas por dia, isolamento forçado dessa mulher, controle financeiro, descumprimento de medidas protetivas e agressões em locais públicos. Essas atitudes demonstram um total destemor do agressor e um desrespeito tanto com a polícia, quanto com a Justiça, sendo também um indicador de risco.
Por Juliana Santos
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