Clima seco altera valor do grão de café

Em Tóquio, Paris ou Nova York, tomar café vai ficar cada vez mais caro, devido ao calor e a irregularidade das chuvas que castigam as plantações de café do Brasil, o maior produtor e exportador mundial do grão.
Segundo estudos oficiais, o Brasil viveu em 2024 seu ano mais quente desde o primeiro registro, em 1961. Também sofreu um número recorde de incêndios florestais em 14 anos, a maioria deles de origem humana e agravados pela seca. A ciência relaciona ambos os fenômenos, altas temperaturas e seca, ao aquecimento global.
Com uma produção estimada de 55 milhões de sacas de café em 2024, mais de um terço da produção mundial, o Brasil dita o ritmo dos preços internacionais. O valor de uma libra de Arábica, a variedade mais consumida, atingiu seu nível mais alto desde 1977 em dezembro. Foi cotado a 3,48 dólares na Bolsa de Valores de Nova York (23,22 reais na cotação atual), um aumento de 90% em menos de um ano.
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