CNM orienta prefeitos a não darem reajuste no piso salarial de professores

Após o presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciar um reajuste de 33,24% no piso salarial dos professores da educação básica, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) emitiu nota nesta quinta-feira (27) em que orienta os prefeitos a não concederem o aumento.
De acordo com a entidade, o novo valor poderia colocar municípios em uma “difícil situação fiscal” e inviabilizar a gestão da educação no Brasil. O piso salarial é definido pelo governo federal, mas os salários da educação básica são pagos pelas prefeituras e pelos governos estaduais.
O reajuste de 33,24% anunciado por Bolsonaro em rede social eleva o piso salarial do magistério de R$ 2.886 para R$ 3.845. Esse é o valor mínimo a ser pago para profissionais da educação básica em início de carreira.
Repasses da União para os municípios cresceram em 2021
Em meio à insatisfação da CNM e dos prefeitos com o reajuste, o Painel de Transferências da própria entidade aponta que os repasses do governo federal para os municípios cresceram 30,90% em 2021, em média, entre as cinco regiões. E o Nordeste que recebe 34,6% do total teve crescimento de 29,7% de repasses da União a mais que 2020.
O reajuste anunciado por Bolsonaro vai para 1,7 milhão de professores, dos Estados e municípios, que lecionam para mais de 38 milhões de alunos nas escolas públicas.
Por Patriota Júnior
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