Com novas linhagens da Ômicron reinfecções podem aumentar

Dados do sequenciamento genético realizado pela Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que as linhagens BA.4 e BA.5 da variante ômicron tiveram mais espaço no país durante a segunda quinzena de junho, o que favoreceu a ocorrência de casos de Covid-19 em pessoas que já tiveram a doença e se recuperaram.
Novos dados da rede foram divulgados na última sexta-feira (8) pela Fiocruz, que atingiu a marca de 50 mil genomas de SARS-CoV-2 sequenciados desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020.
O estudo mostra que as subvariantes BA.4 e BA.5 representavam cerca de 8% dos casos sequenciados no país em maio, percentual que subiu para 25% em junho, enquanto a BA.2 perdeu espaço. O cenário é semelhante ao que ocorre na América do Norte e na Europa e tende a posicionar as duas novas subvariantes como dominantes no país.
Com o predomínio dessas duas linhagens, pesquisadores esperam uma maior ocorrência de reinfecções, já que elas são consideradas geneticamente bem distintas da BA.1 e da BA.2, que dominaram o cenário epidemiológico no primeiro semestre. Os dados analisados no estudo divulgado ontem se referem ao período de 16 a 30 de junho, e incluem o sequenciamento de 1.745 genomas à base de dados que já existia anteriormente.
Por Carla Nogueira
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