Correios recorrem ao TST para tentar encerrar greve dos trabalhadores

A direção dos Correios acionou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar interromper a greve dos funcionários da estatal, iniciada na noite de quinta-feira (10). A empresa entrou com um pedido de dissídio coletivo e solicita que a paralisação seja considerada abusiva, além de pedir, em caráter de urgência, a continuidade dos serviços.
A greve foi deflagrada depois que as negociações entre a empresa e os trabalhadores terminaram sem um acordo sobre o reajuste salarial e outras reivindicações da categoria.
Como o próprio TST já vinha participando das tentativas de mediação entre as partes, sem que fosse possível chegar a um entendimento, caberá agora ao tribunal analisar as questões que permanecem em disputa. Entre os pontos que deverão ser avaliados estão o reajuste dos salários e as cláusulas sociais reivindicadas pelos trabalhadores.
Diante da paralisação, os Correios informaram que adotaram medidas para preservar o funcionamento da operação e diminuir possíveis impactos aos clientes. Segundo a estatal, as unidades de atendimento continuam abertas em todo o país.
Entre as ações estão o deslocamento de funcionários da área administrativa para auxiliar nas atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo de encomendas e correspondências.
A empresa afirma que a greve ocorre em um momento de dificuldades econômico-financeiras e que a prioridade permanece na redução de despesas, melhoria da eficiência, modernização dos serviços e busca por novas fontes de receita.
Os clientes podem buscar atendimento pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, além dos canais digitais disponibilizados pela estatal.s
Segundo representantes dos trabalhadores, houve avanço nas negociações em relação a um reajuste salarial de 4,35%, com aplicação a partir de agosto deste ano.
O principal ponto de divergência, porém, permanece relacionado a outras reivindicações da categoria, especialmente às condições do plano de saúde dos empregados.
A paralisação também acontece enquanto os Correios negociam com instituições financeiras um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, operação que faz parte do processo de reestruturação da empresa e deverá contar com garantia do Tesouro Nacional.
Por Viliane Gomes
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