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Política

Defesa apresenta argumentos no julgamento de Bolsonaro


  • 3 de setembro de 2025 às 14h00min

Segundo o defensor, não há uma única prova que atrele o presidente ao chamado Punhal Verde e Amarelo, à Operação Luneta e ao 8 de janeiro. (Foto: Reprodução)

No segundo dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que “não há uma única prova” de sua participação na suposta trama golpista investigada pela Polícia Federal. O advogado Celso Vilardi declarou que Bolsonaro foi “dragado” para o processo e que nunca atentou contra o Estado Democrático de Direito.

Segundo o defensor, a acusação se baseia principalmente em uma delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e em uma minuta encontrada em seu celular. “Não há uma única prova que atrele o presidente ao chamado Punhal Verde e Amarelo, à Operação Luneta e ao 8 de janeiro. Nem o delator chegou a dizer isso”, disse Vilardi, acrescentando que Cid não seria confiável por ter mudado de versão em diversos depoimentos.

A defesa também reclamou da falta de tempo e de acesso às provas. Vilardi afirmou que recebeu 70 terabytes de material e que o prazo dado à defesa foi de apenas 15 dias, sem condições de análise integral.

Acusação da PGR:

No primeiro dia do julgamento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que Bolsonaro e outros aliados atuaram como líderes de uma conspiração contra as instituições democráticas. Segundo ele, há registros, testemunhos e documentos que comprovam a tentativa de golpe de Estado.

A PGR denunciou Bolsonaro e mais 33 pessoas pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Entre as provas mencionadas pelo órgão, estão a reunião ministerial de julho de 2021, em que Bolsonaro teria incentivado ataques ao sistema eleitoral, e o discurso de 7 de setembro do mesmo ano, quando afirmou a apoiadores que só sairia do poder “preso, morto ou com vitória”. Para o procurador-geral, essas falas não foram arroubos isolados, mas parte de um projeto autoritário.


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