Defesa de acusado no Caso Beatriz recorre ao STF para evitar júri popular

A defesa de Marcelo da Silva, acusado pelo assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, protocolou um recurso extraordinário pedindo que o processo seja analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados sustentam que houve violação a princípios constitucionais e contestam decisões já tomadas em instâncias inferiores.
O pedido ocorre após nova derrota da defesa: no início da semana, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por unanimidade, embargos de declaração contra um agravo em recurso especial. Enquanto isso, o julgamento pelo Tribunal do Júri permanece sem data definida, em razão das medidas judiciais apresentadas pela defesa, que insiste na fragilidade das provas e nega vínculo direto entre Marcelo e o crime.
O caso
O assassinato de Beatriz completou dez anos em 10 de dezembro e continua a mobilizar Petrolina. A criança foi morta a facadas durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.
Segundo a investigação, Marcelo teria entrado no colégio, abordado a menina e a levado até uma sala desativada, onde o crime foi cometido. Em janeiro de 2022, a Polícia Civil identificou o suspeito por meio de exame de DNA na arma utilizada.
Em dezembro de 2023, a juíza Elane Brandão Ribeiro determinou que o réu fosse levado a júri popular, acatando a tese do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) de que as lesões no corpo da vítima indicam tentativa de abuso sexual.
[instagram-feed feed=1]
