Dependência das redes sociais cresce e preocupa especialistas

Desconectar-se do celular, mesmo por alguns minutos, tem se tornado um desafio para milhões de brasileiros. O tema foi abordado em episódio da série “Vício: o preço da compulsão”, que mostra como o uso excessivo das redes sociais vem provocando efeitos emocionais e comportamentais cada vez mais evidentes.
Um estudo internacional aponta que o Brasil ocupa a segunda posição mundial em tempo médio diante das telas, atrás apenas da África do Sul. O país também aparece em segundo lugar quando o recorte considera exclusivamente o uso de redes sociais.
Entre os efeitos mais comuns estão a ansiedade e o medo de perder algo importante, conhecido como FOMO (Fear of Missing Out), além da nomofobia, termo que descreve o receio extremo de ficar sem o celular.
O uso constante dos aplicativos está diretamente ligado à liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer. O problema, segundo especialistas, é que o estímulo artificial gerado pelas redes cria um ciclo de dependência difícil de romper. O simples ato de rolar a tela pode transformar minutos em horas de consumo.
De acordo com o Programa de Transtornos do Impulso do Hospital das Clínicas da USP, a perda de controle, antes mais associada aos jovens, hoje já afeta pessoas de todas as idades. Para os especialistas, o desafio está em reconhecer os sinais da compulsão digital e buscar equilíbrio no uso das plataformas.
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