Dia Mundial da Hipertensão é lembrado nesta terça-feira (17)

Popularmente conhecida como pressão alta, a hipertensão é definida pela elevação sustentada dos níveis de pressão arterial. Pessoas consideradas hipertensos apresentam pressão igual ou maior que 14 por 9. A doença é considerada silenciosa, uma vez que pode não apresentar sintomas ao longo dos anos.
A condição é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e renais, além de ser frequentemente associada a outros problemas crônicos e a eventos como morte súbita, acidente vascular encefálico, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e doença arterial periférica.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) estima que mais de um quarto das mulheres adultas e quatro em cada dez homens adultos têm hipertensão no continente. No entanto, tanto o diagnóstico, quanto o tratamento e o controle têm sido ineficazes. Segundo a Opas, apenas alguns países apresentam uma taxa de controle da hipertensão populacional superior a 50%.
De acordo com o Ministério da Saúde, a pressão alta foi responsável por 110,5 óbitos a cada 100 mil habitantes no Brasil em 2019. Em 2021, foram realizados cerca de 6,1 milhões de atendimentos para hipertensão a mais que em 2020 no país.
Neste 17 de maio, o Dia Mundial da Hipertensão destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e controle da doença.
Como prevenir a hipertensão?
Obesidade, histórico familiar, estresse e envelhecimento estão associados ao desenvolvimento da hipertensão. Além disso, hábitos de vida como alimentação rica em sódio, tabagismo, abuso de álcool e sedentarismo também podem contribuir para o desenvolvimento da doença.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o sobrepeso e a obesidade podem acelerar em até dez anos o aparecimento da doença, assim como o consumo exagerado de sal, que, associado a hábitos alimentares não adequados, também colaboram para o surgimento da doença.
Por Alex Murphy
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