Eleições 2026 ampliam presença de mulheres no Congresso Nacional

As mulheres terão a maior representação da história no Congresso Nacional a partir de 2027. O resultado das eleições deste domingo (4) levou o número de deputadas federais eleitas de 90 para 109, enquanto o Senado passará a ter 18 mulheres entre as 81 cadeiras.
Na Câmara, o crescimento foi de 21,1%. As 109 deputadas representarão pouco mais de 21% dos 513 parlamentares da próxima legislatura, que começa em fevereiro de 2027. Mesmo com o aumento, os homens continuarão sendo maioria, com 404 cadeiras.
O resultado chama atenção também porque o número de mulheres que disputaram uma vaga de deputada federal caiu em relação a 2022. Foram 2.820 candidatas neste ano, contra 3.317 na eleição anterior.
No Senado, 12 mulheres foram eleitas entre as 54 vagas que estavam em disputa. É o maior número de mulheres eleitas para a Casa em uma mesma eleição desde a redemocratização. Com a chegada das novas parlamentares e as seis mulheres que já têm mandato até 2031, o Senado deverá começar 2027 com 18 senadoras.
Outro destaque foi o Distrito Federal, que elegeu duas mulheres para o Senado na mesma eleição. Com o resultado, o Piauí passa a ser o único estado brasileiro que nunca elegeu uma mulher para a Casa.
Mulheres negras
Também houve aumento no número de mulheres negras eleitas para a Câmara dos Deputados. Segundo levantamento da organização Mulheres Negras Decidem, pelo menos 15 mulheres negras conquistaram uma vaga neste ano, contra nove em 2022.
Já no Senado, nenhuma das 12 mulheres eleitas neste ano é negra. Com isso, Eliziane Gama, que é autodeclarada negra e deixa o cargo ao fim do mandato, não terá uma sucessora negra entre as novas senadoras eleitas.
Apesar do recorde de representação feminina, as mulheres ainda serão minoria nas duas Casas. Na Câmara, elas ocuparão cerca de 21% das cadeiras; no Senado, representarão 22,2% da composição prevista para 2027.
Por Mirelly Rodrigues
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