Embraer reforça posição no setor global e mira fim das tarifas nos EUA

A Embraer, referência mundial na fabricação de aeronaves, celebra o avanço nas negociações comerciais com os Estados Unidos e projeta uma possível eliminação da taxa de 10% aplicada a aviões e peças exportadas ao país. A empresa brasileira, que recentemente escapou de uma possível tarifa de 50%, garante estabilidade na força de trabalho nacional e intensifica esforços para restaurar a isenção total.
Durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre, o CEO Francisco Gomes Neto destacou que a redução para 10% já representa um ganho significativo para os clientes. Segundo ele, a meta da empresa é clara: eliminar completamente a taxa, como foi tradição por mais de quatro décadas.
Com 18 mil colaboradores no Brasil e cerca de metade da produção destinada ao mercado norte-americano, a Embraer calcula um impacto de US$ 65 milhões causado pela tarifação vigente — valor que foi integrado às projeções financeiras do ano sem comprometer a operação. Neto garantiu que não há perspectiva de cortes ou diminuição da produção.
Os Estados Unidos seguem como o principal destino dos jatos executivos e aeronaves comerciais da companhia, respondendo por 70% e 45% da demanda, respectivamente. A Embraer reforça sua presença nos EUA com quase 3 mil funcionários diretos, número que chega a 13 mil ao considerar toda a cadeia produtiva. Para os próximos cinco anos, estão previstos US$ 500 milhões em investimentos nos estados do Texas e da Flórida, com a contratação de mais 5.500 pessoas até 2030.
Além disso, a possibilidade de fornecimento do avião militar KC-390 para o governo americano pode ampliar os negócios e criar mais 2.500 vagas, somando mais US$ 500 milhões em novos aportes. A expectativa é de que esse cenário resulte em um saldo comercial positivo de até US$ 8 bilhões para os EUA.
No segundo trimestre, a Embraer entregou 61 aeronaves — superando o desempenho do ano anterior — e atingiu uma carteira de pedidos de US$ 29,7 bilhões, a maior de sua história. Fundada em 1969, a empresa contabiliza mais de 9 mil aviões produzidos e mantém operações em diversas cidades brasileiras, além dos Estados Unidos e Portugal.
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