Endividamento e falta de educação financeira afetam nordestinos e refletem cenário nacional

A 17ª edição da pesquisa Observatório da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), conduzida pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), aponta que 40% dos nordestinos vivem endividados e 60% têm pouco ou nenhum conhecimento sobre educação financeira.
Os dados indicam ainda que 19% dos inadimplentes esperam acumular mais dívidas até o fim de 2025, enquanto 53% estão otimistas com uma redução no débito. Em relação ao prazo de quitação, 43% acreditam conseguir se equilibrar financeiramente até dezembro de 2025, 29% projetam alcançar esse objetivo em 2026, e 22% admitem que pode levar mais tempo.
O impacto do endividamento vai além das contas: 78% dos entrevistados com dívidas declararam que a situação prejudica diretamente a saúde emocional e qualidade de vida.
Apesar das dificuldades, 90% reconhecem a importância da educação financeira, definida pela Febraban como o domínio sobre gastos, dívidas, investimentos e poupança. Para 73%, o planejamento financeiro é essencial para realizar sonhos e projetos pessoais.
Sobre hábitos de poupança, 56% afirmaram que guardam dinheiro de alguma forma — sendo 27% com frequência e 29% eventualmente. Por outro lado, 34% disseram não ter condições financeiras de poupar ou investir, embora gostariam.
O uso do crédito é comum: 61% dos nordestinos utilizam regularmente alguma modalidade de crédito pessoal, com 64% recorrendo ao cartão de crédito como principal instrumento.
O estudo também revela que 39% dos brasileiros já foram vítimas de fraudes financeiras digitais ou tentativas de golpe envolvendo contas bancárias. Os principais casos são clonagem de cartão (45%), golpes via WhatsApp (34%), falsas centrais telefônicas (31%) e transferências via Pix com dados falsos (24%).
A pesquisa traça um retrato nacional preocupante: 55% dos brasileiros confessam ter pouco ou nenhum conhecimento sobre finanças, mas 91% reconhecem sua importância e 75% veem o planejamento como essencial para alcançar objetivos. A confiança no tema ainda é instável — 63% dizem entender o básico, mas 35% ainda não se sentem seguros.
Na busca por informação, 40% utilizam canais digitais como sites (22%) e redes sociais (18%). Outros 17% recorrem a familiares e amigos, enquanto 15% aprendem por meio da educação formal.
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