Escolas privadas de Pernambuco cobram ao Estado data para volta às aulas presenciais
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe-PE) afirmou que está cobrando ao Governo do Estado a definição de um calendário para o retorno das atividades presenciais das escolas.
Em 3 de julho, o Sindicato enviou uma proposta de retomada, mas não obteve resposta do governo. Além disso, uma carta foi enviada ao governador Paulo Câmara, mas também não foi respondida.
Nessa segunda (10), o Sinepe-PE questionou a sequência do plano de retomada e solicitou que a volta da rede privada seja desvinculada da rede municipal.
“Muitas atividades, classificadas como alto e médio risco, estão sendo liberadas no estado, entre elas, a Feira da Sulanca em Caruaru, por exemplo. O plano de retomada não está seguindo uma sequência lógica, segundo as regras sanitárias de biossegurança. Foi um avanço a recente divulgação de um calendário para retomada das aulas presenciais para cursos livres, que incluem aulas de idiomas, de qualificação e formação profissional e cursos das autoescolas. Por que não seguir os mesmos critérios e definir uma data para a volta das aulas presenciais na educação básica e ensino superior?”, questiona o presidente do Sinepe-PE, José Ricardo Diniz.
Em reunião, a Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) defendeu que as aulas presenciais só deveriam voltar em 2021, já o sindicato defende um retorno desvinculado da rede pública de ensino de Pernambuco e destaca que eliminar o ano letivo de 2020 pode caracterizar crime de responsabilidade.
“Não aceitamos tal hipótese. Várias escolas da rede municipal podem não estar preparadas, mas as escolas da rede privada estão prontas para a reabertura, e acreditamos que grande parte da rede estadual, particularmente as EREM’s de tempo integral, também deve estar pronta. Os alunos não podem ser prejudicados enquanto muitos prefeitos priorizam outros assuntos em detrimento da educação”, afirma José Ricardo Diniz.
Por Gabriela Luna
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