Escolta em carros alegóricos após o esmagamento de criança, é determinada pela justiça carioca

Após a tragédia, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) se manifestou. Encaminhou um pedido para a Justiça averiguar possíveis falhas de segurança. De acordo com o órgão, “houve violações de normas de segurança no dia do acidente”. Segundo a 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e da Juventude da Capital, “providências preventivas haviam sido determinadas pela Justiça da Infância e da Juventude com antecedência, inclusive mediante envio de ofícios, portaria do Juízo e recomendações do Ministério Público”. O MP ressaltou, inclusive, a recomendação específica de oferecer segurança para crianças e adolescentes na concentração e dispersão de carros alegóricos.
Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, não resistiu aos ferimentos após ficar prensada entre um poste e um carro alegórico, da escola de samba Em Cima da Hora. O acidente aconteceu na noite de quarta-feira (20/4), durante a dispersão do desfile da Série Ouro, uma das categorias do carnaval carioca.
Em atenção ao pedido do Ministério Público, a 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Capital determinou, que todas as escolas de samba do Grupo de Acesso, Especial e Mirins façam a escolta dos carros alegóricos até os barracões. De acordo com o órgão, diversos riscos às crianças estavam evidentes no local, como ameaça à integridade física em razão de aglomeração ou de práticas delitivas; separação de seus respectivos responsáveis legais — e queda de carros alegóricos ou outros transtornos.
A 6ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro (Cidade Nova) investiga a morte da criança. A delegada titular, Maria Aparecida Salgado Mallet, determinou que o carro no qual o acidente ocorreu fosse apreendido para perícia.
Poe Alex Murphy
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