Esquema investigado na operação Maquineiros em Pernambuco envolve pessoas físicas e empresas

Nesta quinta-feira (04), a Polícia Civil de Pernambuco reuniu a imprensa para apresentar, no Recife, o resultado da Operação Maquineiros, deflagrada nessa quarta-feira (03) e que cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e São Domingos. Segundo a delegada da Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária (DECCOT), Gabrielle Nishida, as investigações começaram a partir de uma solicitação da Diretoria de Operações Estratégicas da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE). “Havia o surgimento de diversas empresas com características de serem laranjas e que poderia indicar utilização para fraudes fiscais. Tentamos identificar quem estava responsável por essas aberturas, a operacionalização dessas empresas e ontem cumprimos os mandados dessa operação”, destacou.
A delegada ainda confirmou que seis pessoas foram presas e que além de empresas, também estavam envolvidos esquema um escritório de contabilidade e pessoas físicas. Entre os presos estão empresários, um contador – que seria responsável pela abertura de quase 100 empresas laranjas – e pessoas que operacionalizavam as empresas.
Os crimes cometidos por essas pessoas, segundo Gabrielle Nishida, são o de associação criminosa, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. “Essas empresas se destinavam a realizar operações fictícias, tinham relação com empresas fora do estado de grande porte. A próxima fase da operação vai servir para identificar os beneficiários reais desse esquema”, afirmou a delegada. R$ 30 milhões foram bloqueados em bens, valor que pode aumentar com o seguimento da operação.
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